O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) proibiu nesta sexta-feira a Marcha da Liberdade, programada para ocorrer na tarde deste sábado na região central da capital. Em decisão do desembargador Paulo Rossi, o tribunal estende os efeitos da medida que proibiu a Marcha da Maconha na semana passada afirmando que o novo movimento é a reedição do anterior sob outro nome. Dessa forma, os argumentos que embasam a nova decisão do TJ-SP são os mesmos: a passeata faria apologia ao crime e incitaria o uso de drogas.
O advogado Raul Ferreira, que representou os organizadores, mostrou-se preocupado com os efeitos da nova proibição. "Com uma decisão dessas, corre-se o risco de se produzir mais violência", afirma o advogado. Na semana passada, diante da proibição da Marcha da Maconha, os manifestantes resolveram marchar pela liberdade de expressão e foram reprimidos pela Polícia Militar (PM), com uso de bombas de efeito moral, gás pimenta e outras armas não letais.
A violência do confronto levou o governador Geraldo Alckmin condenar a ação policial e o comando da PM afastar dois tenentes por excessos. A Guarda Civil Metropolitana também abriu investigação para apurar a conduta dos guardas.
Não é exagero classificar tal atitude do desembargador como arrogante, autoritária, antidemocrática e violenta. O direito de questionar, de pressionar por mudanças, de ocupar as ruas, não pode nunca ser suprimido, nem por decisão dos ilibados togados. Quem prega a concordância automática ou a impossibilidade de se questionar as leis no espaço público não pode ser menos que um fascista. Vivemos em um país realmente democrático onde somos oprimidos e de certa forma castigados apenas por exprimir nossas idéias e ideais? vivemos em um pais que atitudes como a do desembargador faz com que tenhamos medo de exercer nossos direitos e de lutar pelas nossas opiniões. Não foi possível adotar uma postura de imparcialidade, porem o tema que desejava abordar, creio eu, foi bem explicito, a questão da liberdade. Conseqüentemente disso eu concluo e pergunto ao leitor; somos livres? tens coragem de mostrar suas opiniões e lutar por elas depois de tal ocorrido? Não pergunto se apóia ou não a marcha da maconha, mas sim a marcha da liberdade e dos objetivos que ela visa. Não apresenta em seu interior uma chama de ira e ódio quando somos impedidos de fazer aquilo que desejamos?
Como certo pensador uma vez disse; Não há dor pior do que aquela que provem da nossa vontade que foi impedida". Mas uma coisa anima meu ser e me motiva positivamente e não há frase melhor que represente isso do que a famosa frase dita pelo Che guevara: Os poderosos podem destruir uma, duas, até três rosas, mas jamais poderão deter a primavera.
A probição de uma marcha a esta altura faz a gente pôr as barbas de molho, não?
ResponderExcluirPara ajudar a pensar sobre tudo isso, um vídeo bonito, delicado, fluente...
http://www.youtube.com/watch?v=hMM_T_PJ0Rs&feature=player_embedded
Ótimo texto pessoal...
ResponderExcluirGostei tb do vídeo indicado pela professora...
Essa proibição da Marcha da Liberdade foi realmente estranha...
E p/ terminar, a frase do Che parece ter sido escolhida a dedo. E transmite, com uma sutileza enorme, as dimensões de uma luta por mudanças e por efetivação e reconhecimento de direitos...
Abraços,
Carla.