terça-feira, 24 de maio de 2011

Dividir para conhecer

    Em nossa ultima postagem foi comentado, em determinada parte, uma teoria interessante que apareceu como uma afirmação. Porém foi tão rapida sua passagem que nem foi possivel trabalha-la a fundo e como julgo interessante, porque não trabalhar agora... 
    O que não é quantificável é cientificamente irrelevante, é assim que Boavntura argumenta seu texto quando define a diferença entre as ciencias. Mas o que poderíamos extrair dessa ínfima frase? Certa vez me aventurei a estudar independentemente uma cteoria da psicologia, o nome dela? Gestalt
   Exatamente por ter estudado ela que me deu mais trabalho ainda para aceitar o que essa frase dizia, mas o que ela diz? No que se refere a "dividir", esse dividir consiste no próprio real, dividi-lo para assim entende-lo ou seja dividir para depois conhecer.
   Uma outra corrente da psicologia trabalhava o que essa frase afirma, eles desejavam objetivar tudo, acabar com toda e qualquer subjetividade que algo trazia, querendo simplificar as coisas. Ainda parece muito distante do leitor? imaginamos então o seguinte; um determinado individuo era colocado em uma sala e diversos objetos eram para ele apresentados e perguntava a ele o que era aquilo, utilizando um exemplo em especial vamos pegar um livro, o individuo precisava responder de maneira objetiva. Couro, folhas, e letras nem sempre eram respostas aceitas pois de um único objeto ele surgia com mais três... a objetividade então desejava simplificar e dividir as coisas ao máximo, difícil  mas não impossível. Mas e se estendemos isso para a realidade?
   É o que a gestalt propunha. Por exemplo, será que é possível dividir uma paisagem que observamos? um quadro? uma foto? Imagine uma paisagem, sol, arvores, lago, grama e porque não animais... Não é a totalidade, cada uma dessas partes que compõe o que você vê, alias imaginou?
   Um quadro, um quadro se resume apenas a combinação de cores de tintas? não essas tintas, as pinceladas, e até mesmos os borrões que vão dar origem a uma nova figura? repartir, dividir não acabaria com a figura formada?
   É exatamente isso que a gestalt defendia, não observamos a realidade dividida, mas ela como um todo, nas próprias palavras dessa teoria; "o todo é mais que a soma das partes".

                                      Um cálice ou dois rostos?
                                   
                    Um exemplo perfeito de que não vemos cada figura em separado, mas a imagem como um todo.


    As ilusões de óptica retratam de forma simples o que a gestalt defendia, não é possível dividir a realidade, pois ela é mais do que as somas das pequenas partes que o compõe. O todo é maior que a soma das partes.

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