Em nossa ultima postagem foi comentado, em determinada parte, uma teoria interessante que apareceu como uma afirmação. Porém foi tão rapida sua passagem que nem foi possivel trabalha-la a fundo e como julgo interessante, porque não trabalhar agora...
O que não é quantificável é cientificamente irrelevante, é assim que Boavntura argumenta seu texto quando define a diferença entre as ciencias. Mas o que poderíamos extrair dessa ínfima frase? Certa vez me aventurei a estudar independentemente uma cteoria da psicologia, o nome dela? Gestalt
Exatamente por ter estudado ela que me deu mais trabalho ainda para aceitar o que essa frase dizia, mas o que ela diz? No que se refere a "dividir", esse dividir consiste no próprio real, dividi-lo para assim entende-lo ou seja dividir para depois conhecer.
Uma outra corrente da psicologia trabalhava o que essa frase afirma, eles desejavam objetivar tudo, acabar com toda e qualquer subjetividade que algo trazia, querendo simplificar as coisas. Ainda parece muito distante do leitor? imaginamos então o seguinte; um determinado individuo era colocado em uma sala e diversos objetos eram para ele apresentados e perguntava a ele o que era aquilo, utilizando um exemplo em especial vamos pegar um livro, o individuo precisava responder de maneira objetiva. Couro, folhas, e letras nem sempre eram respostas aceitas pois de um único objeto ele surgia com mais três... a objetividade então desejava simplificar e dividir as coisas ao máximo, difícil mas não impossível. Mas e se estendemos isso para a realidade?
É o que a gestalt propunha. Por exemplo, será que é possível dividir uma paisagem que observamos? um quadro? uma foto? Imagine uma paisagem, sol, arvores, lago, grama e porque não animais... Não é a totalidade, cada uma dessas partes que compõe o que você vê, alias imaginou?
Um quadro, um quadro se resume apenas a combinação de cores de tintas? não essas tintas, as pinceladas, e até mesmos os borrões que vão dar origem a uma nova figura? repartir, dividir não acabaria com a figura formada?
É exatamente isso que a gestalt defendia, não observamos a realidade dividida, mas ela como um todo, nas próprias palavras dessa teoria; "o todo é mais que a soma das partes".
Um cálice ou dois rostos?
Um exemplo perfeito de que não vemos cada figura em separado, mas a imagem como um todo.
As ilusões de óptica retratam de forma simples o que a gestalt defendia, não é possível dividir a realidade, pois ela é mais do que as somas das pequenas partes que o compõe. O todo é maior que a soma das partes.
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