Mais uma vez trago um vídeo para uma postagem, e como de costume, não o teria postado se não fosse no mínimo interessante, e, como sempre, digno de discussão.
É simplesmente vergonhoso tudo o que o bandido fala na tentativa de se defender e mais vergonhoso ainda aquilo que seu advogado fala para tentar inocentá-lo ou para justificar a atitude do bandido.
Como o vídeo demonstra o foco que abrange então falaremos dele em especial. É interessante a comparação do advogado quando insinua que toda profissão tem ética na tentativa de inocentar seu cliente e comparando o ato de roubar e matar do bandido com uma profissão.
É certo que na própria republica de Platão há uma passagem que se menciona os bandidos é que é necessária uma ordem até mesmo no crime, mas em momento nenhum essa ordem é igualada a ética. Se o advogado comparasse a atitude do bandido de não querer entregar seu parceiro com uma espécie de conduta ou ordem ou, vamos ser francos, de medo daquilo que poderia acontecer com ele se falasse algo mais do que devia seriam explicações possíveis e plausíveis, mas comparar suas atitudes e sua escolha com a ética de uma profissão, ai estamos entrando em outro campo onde a verdade ou justiça não existem.
Mas utilizando ainda Platão como exemplo, acredito que os advogados sejam iguais aos antigos sofistas que se preocupavam unicamente em aperfeiçoar e ensinar as técnicas do discurso a fim de sempre convencer seus interlocutores daquilo que falavam, pois para eles não interessava se o que falavam é verdadeiro, pois o essencial era somente conquistar a adesão do público ouvinte. É claro que quando comparo os advogados com sofistas me refiro grande maioria, pois é preciso aceitar que mesmo quase inexistentes, existe alguns advogados que empregam seu trabalho realmente a serviço da justiça e da proteção, e não ao dinheiro que parece ser mais útil que a justiça e mais capaz de garantir a proteção.
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